Previsões Oscar 2016

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Melhor Filme

Quem leva: O Regresso

Quem deveria levar: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Diretor

Quem leva: Alejando Iñárritu, O Regresso

Quem deveria levar: George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Atriz

Quem leva: Brie Larson, O Quarto de Jack

Quem deveria levar: Charlotte Rampling, 45 Anos

O Regresso

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O Regresso, ou O Calvário Do Mais Azarado Dos Caçadores Americanos, novo filme de Alejandro Iñárritu baseado no livro de Michael Punke, é a narrativa visual da saga do caçador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), que percorre as geladas florestas dos Estados Unidos em busca de vingança. O caçador, deixado à beira da morte pelos companheiros de expedição, precisa lutar contra as limitações do corpo dilacerado por um urso selvagem e os obstáculos impostos pela natureza, numa espécie de mistura entre Into The Wild e Os Oito Odiados.

As redes sociais adotaram DiCaprio e reivindicam a estatueta do ator como se esta fosse a maior injustiça já cometida pela Academia. Eventos no Facebook combinam um encontro na Avenida Atlântica caso o americano leve o Oscar este ano. Uma comoção internacional de proporções inéditas. Pena que essa mobilização se dê justo no ano em que DiCaprio apresenta a mais medíocre de suas performances recentes. Não me entenda mal, Leo é notável. Faz com que torçamos por longos silêncios melancólicos em um blockbuster hollywoodiano, mas, o que apresenta aqui não chega aos pés do que vimos em O Lobo de Wall Street (papel que também lhe rendeu uma indicação) ou Django Livre. Se levar, não é injusto, é somente o carimbo da Academia ao final da página de um atestado antigo de que premia atores certos pelos papéis errados.

Brooklyn

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  • Ano de Lançamento: 2016
  • País: Reino Unido
  • Língua: Inglês
  • Título Original: Brooklyn
  • Diretor: John Crowley
  • Avaliação: Pega a estatueta!

Financiada pela igreja, Eillis (Saoirse Ronandeixa Enniscorthy na Irlanda rumo à Nova Iorque em busca de oportunidades que não encontrara em sua cidade natal. No Brooklyn, bairro adotado pelos irlandeses, a jovem descobre os contratempos de viver como um expatriado, assombrada pela saudade da família e a dificuldade de se adaptar às diferenças culturais.

Não demora muito para que a moça comece a encontrar seu caminho na nova cidade. Estudiosa, leva a sério a oportunidade – também lhe fornecida com a ajuda da Igreja –  de assistir aulas de Contabilidade, e se empenha no emprego em uma loja de departamentos. Tudo entra de vez nos eixos quando Eillis conhece Tony (Emory Cohen), um ítalo-americano por quem se apaixona.

Carol

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Que a intolerância ainda permeia a sociedade contemporânea é inegável. Em tempo de Trumps e Bolsonaros, narrativas que evocam a luta por igualdade e direitos civis são mais do que necessárias. O novo filme do diretor americano Todd Haynes conta a história de Carol (Cate Blanchett), mulher de classe média alta na Nova Iorque dos anos 50 que – durante as festividades natalinas – apaixona-se por Therese (Rooney Mara), uma vendedora de brinquedos.

A protagonista enfrenta um divórcio conturbado, uma briga judiciaria pela guarda da filha e os olhares desconfiados daqueles que ouviram os rumores de violações às condutas de moral da época. Ao decidir fugir com uma moça mais jovem, Carol vai contra não só o futuro ex-marido, mas todo o grupo social ao qual pertence. Therese, por sua vez, despacha o pretendente e o emprego medíocre em uma loja de departamentos para embarcar em uma viagem sem rumo certo ao lado de uma mulher que conhece há poucas semanas.