Crítica de Filme

Descompensada

  • Ano de Lançamento: 2015
  • País: Estados Unidos
  • Língua: Inglês
  • Título Original: Trainwreck
  • Diretor: Judd Apatow
  • Avaliação: A arbez

Estrelado e escrito por Amy Schumer, um dos maiores nomes da Hollywood atual, Descompensada vem cercado de expectativas. A promessa era de uma comédia irreverente, feminista e pronta pra desconstruir tabus e pré-moldes da indústria de entretenimento americana. Parecia ótimo. Até não ser.

Amy (a protagonista adota o nome da atriz principal. Inovador) tem um emprego bacana em uma revista de sucesso, um apartamento mais do que decente em uma boa área de Nova Iorque e a auto estima que toda mulher sonha em conquistar, apesar de não se encaixar nos padrões de beleza convencionais. É assumidamente ninfomaníaca, contrária à ideia de qualquer tipo de compromisso. Uma cama diferente por noite, buscando por sexo bom, fácil e simples. Tudo regado a muito álcool e maconha. Até se apaixonar cirurgião esportivo Aaron (Bill Hader).

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(Festival do Rio 2015) The Lobster

Se tem uma palavra que não pode descrever Yorgos Lanthimos é convencional. Conhecido por levar aos limites as mais complicadas convenções sociais, o diretor grego sai do cinema independente da terra Natal rumo à estreia em Hollywood com o não menos controverso The Lobster, uma estória – distorcida – de amor.

Em um futuro distópico não situado cronologicamente, os seres humanos são forçados a viver em casais. Aqueles incapazes de encontrar um parceiro em sociedade, são encaminhados para um hotel onde, com a assistência de um grupo de funcionários e regras extremamente rígidos, convivem com outros solteiros por um determinado tempo à espera de encontrar um par adequado. Para que esses pares se formem, é necessário que duas pessoas compartilhem uma característica em especial, como sangramentos nasais espontâneos ou miopia. Aqueles que, ao final de um período específico não encontrarem um par, são transformados em um animal de sua escolha.

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(Festival do Rio 2015) Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer

Greg (Thomas Mann) é o típico deslocado do colégio: evita o holofote a qualquer custo, quase se afoga na baixa auto estima e não consegue produzir uma frase coesa quando é colocado frente a frente com uma garota popular. Ele e o melhor amigo, Earl (RJ Cyler), passam os dias em frente a uma tela qualquer assistindo filmes estrangeiros e idolatrando Herzog. Juntos, os dois produzem versões caseiras de grandes clássicos do cinema, hobby que compartilham há tempo suficiente pra possuir uma pequena cinemateca.

Quando a mãe de Greg (Connie Britton) descobre que a filha da vizinha está com leucemia, manda o filho passar um tempo com a moça, boa ação da qual o jovem não pode escapar. Como já era de se esperar, a partir dessa ordem materna Greg, Rachel (Olivia Cooke)– e, de vez em quando, Earl – não se desgrudam mais.

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(Festival do Rio 2015) Dora Ou As Neuroses Sexuais De Nossos Pais

  • Ano de Lançamento: 2015
  • País: Alemanha
  • Língua: Alemão
  • Título Original: Dora oder Die sexuellen Neurosen unserer Eltern
  • Diretor: Stina Werenfels
  • Avaliação: Qual era mesmo?

Ao atingir a maioridade, Dora (Victoria Schulz) começa a experimentar a sensação dos primeiros desejos sexuais. Essa manifestação um pouco tardia se deve ao fato de Dora ser portadora de deficiência mental e estar – pela primeira vez na vida – livre das algemas dos comprimidos, cortados pela mãe (Jenny Schilylogo após o aniversário da menina.

Ao flagrar os pais na cama, Dora é apresentada pela primeira vez ao conceito de sexo, ou “pipi na pepeca”, eufemismo concebido pela menina. A partir daí, a moça desenvolve uma certa obsessão pelo assunto, correndo aos prantos ao perceber que os colegas mais próximos namoram, mas ela não; masturbando-se na banheira em frente à mãe e tentando beijar o pai.

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Divertida Mente

Dos questionamentos mais complexos a Pixar apresenta as respostas mais simples. O que forma a nossa personalidade? Memórias especiais que rolam por nosso subconsciente em uma canaleta colorida tornando-se uma ilha mirabolante ao atingirem seu destino final. As memórias que já não mais precisamos são descartadas por uma pragmática equipe de arquivistas e nossos sonhos são encenados por um departamento Broadwayziano cuja estrela principal é um unicórnio de tons arco-íris.

Nos primeiros segundos do filme, somos perguntados sobre a vontade inerente ao ser humano de ler a mente do próximo. Mel Gibson conquistou o mundo dos negócios ao ganhar acesso aos pensamentos das mulheres e o mais poderoso (e o grande líder) dos famosos mutantes da Marvel é justamente um telepata. Em Divertida Mente, temos acesso garantido e ilimitado ao consciente de Riley (Kaitlyn Dias), uma menina de 11 anos, durante sua mudança da gelada Minnesota à cosmopolita São Francisco.

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