cinema

(Festival do Rio 2015) Dora Ou As Neuroses Sexuais De Nossos Pais

  • Ano de Lançamento: 2015
  • País: Alemanha
  • Língua: Alemão
  • Título Original: Dora oder Die sexuellen Neurosen unserer Eltern
  • Diretor: Stina Werenfels
  • Avaliação: Qual era mesmo?

Ao atingir a maioridade, Dora (Victoria Schulz) começa a experimentar a sensação dos primeiros desejos sexuais. Essa manifestação um pouco tardia se deve ao fato de Dora ser portadora de deficiência mental e estar – pela primeira vez na vida – livre das algemas dos comprimidos, cortados pela mãe (Jenny Schilylogo após o aniversário da menina.

Ao flagrar os pais na cama, Dora é apresentada pela primeira vez ao conceito de sexo, ou “pipi na pepeca”, eufemismo concebido pela menina. A partir daí, a moça desenvolve uma certa obsessão pelo assunto, correndo aos prantos ao perceber que os colegas mais próximos namoram, mas ela não; masturbando-se na banheira em frente à mãe e tentando beijar o pai.

(mais…)

Anúncios

Divertida Mente

Dos questionamentos mais complexos a Pixar apresenta as respostas mais simples. O que forma a nossa personalidade? Memórias especiais que rolam por nosso subconsciente em uma canaleta colorida tornando-se uma ilha mirabolante ao atingirem seu destino final. As memórias que já não mais precisamos são descartadas por uma pragmática equipe de arquivistas e nossos sonhos são encenados por um departamento Broadwayziano cuja estrela principal é um unicórnio de tons arco-íris.

Nos primeiros segundos do filme, somos perguntados sobre a vontade inerente ao ser humano de ler a mente do próximo. Mel Gibson conquistou o mundo dos negócios ao ganhar acesso aos pensamentos das mulheres e o mais poderoso (e o grande líder) dos famosos mutantes da Marvel é justamente um telepata. Em Divertida Mente, temos acesso garantido e ilimitado ao consciente de Riley (Kaitlyn Dias), uma menina de 11 anos, durante sua mudança da gelada Minnesota à cosmopolita São Francisco.

(mais…)

Relato de uma cinéfila em Londres

Passei o primeiro semestre de 2015 em Londres, um sonho antigo. Já tinha visitado a cidade por outras duas vezes, e – mesmo ficando poucos dias – fiz questão de dar umas voltas pelos cinemas da cidade. Turistando, meio sem grana e sem tempo, conheci o básico do básico, mas quando pintou a chance de morar lá por um tempinho agarrei a oportunidade de perambular por entre os cinemas independentes, os cineclubes e pequenas salas escondidas em grandes campus de faculdades.

No meu segundo dia na cidade, já tinha meu cartão de afiliação do Prince Charles Cinema, de longe meu cinema favorito em Londres. Uma membership no PCC custa dez libras anuais ou cinquenta vitalícias e garante filmes semanais por uma libra, além de sessões diárias por quatro. O cinema tem jeito de casa e uma programação espetacular, com maratonas que duram uma noite, festas do pijama e sing-alongs. Além disso, a equipe é super atenciosa, a ponto de colocar seu filme favorito na telona caso você mande um email legal.

(mais…)

The day I got to see my favourite film on the big screen: an ode to the PCC

image

The first time I watched my favourite film I was around eight-years-old. It was a curious age considering that my favourite film is Harold and Maude, a love story between a 17 year-old guy and an 80 year-old lady. My then still pure mind found that story the most beautiful thing in the world and since that day I’ve been watching it at least once a month. What my eight-year-old self didn’t realise back then was that Harold and Maude was released in the 70’s, which means – in Brazil, at least – I would probably never get to see it on the big screen.

(mais…)

Para Sempre Alice

Jovem, no auge da carreira e consagrada pela publicação de pilares da Linguística americana, Alice Howland (Julianne Moore) descobre ser portadora do Mal de Alzheimer. A segurança, obtida através de uma vida de conquistas, é substituída pelo medo constante do esquecer.

Ainda agarrando-se ao que resta da racionalidade, Alice tenta planejar os dias com a ajuda de aparelhos eletrônicos e qualquer pedaço de rotina que possa conservar. A família, americana até dizer chega, consiste de um marido carinhoso e três filhos, completamente diferentes entre si. A chegada da doença da matriarca desenterra problemas antigos e desencadeia uma série de conflitos na casa dos Howland.

(mais…)