Quando Te Conheci

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  • Ano de Lançamento: 2016
  • País: Estados Unidos
  • Língua: Inglês
  • Título Original: Equals
  • Diretor: Drake Doremus
  • Avaliação: Qual era mesmo?
  • Disponível na Netflix

Em um futuro distópico, sentir é considerado uma doença. Todas as emoções de caráter humano foram reprimidas por uma série de medicamentos e modificações genéticas feitas aos habitantes de um mundo pós-guerra. A grande maioria da população do planeta foi devastada, deixando para trás somente um pedaço de terra povoado por quase robôs. Aqueles que começam a apresentar reações emocionais são diagnosticados com uma doença de nome S.O.S. e obrigados a tomar inibidores. O destino final dos doentes é a internação em uma clínica de tratamento cuja última fase é a execução. Muitos, no entanto, se suicidam antes mesmo de serem internados. Nessa sociedade futurística, ver alguém se jogar pela janela antes das dez da manhã é recebido sem o menor pingo de empatia.

Ao perceber que apresenta sintomas, Silas (Nicholas Hoult) decide ir até o ‘posto de saúde’ mais próximo e iniciar o tratamento. Sua rotina se torna mais complicada ao perceber que os sentimentos que possui pela colega de trabalho, Nia (Kristen Stewart), são recíprocos. Juntos, descobrem os prazeres de se apaixonar, experimentam o toque, um entrelaçar de dedos e olhares pelos corredores até iniciarem, de fato, os encontros escondidos que se tornam rotina para os dois.

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Trainspotting 2

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A juventude é desperdiçada nos jovens, já dizia o ditado. Quanto mais jovens, mais temos a impressão de que nossos atos não terão consequências a serem sentidas pelas versões mais velhas de nós mesmos, uma vez que estas são sombras pairando ao longe, onde os olhos ainda não podem enxergar. Acreditamos que temos todo o tempo do mundo para fazer as escolhas mais idiotas ao nosso alcance, viver enquanto somos jovens, como diz um outro ditado. Trainspotting, de Danny Boyle, é uma obra prima quando se pensa no retrato da juventude. Pelas ruas de Edimburgo, amigos de infância picam as veias saltadas com seringas entupidas de heroína de qualidade duvidosa. Levados pela adrenalina, cometem pequenos delitos, sempre em busca de juntar mais uns trocados e – consequentemente – voltar ao quarto sujo onde encontram suas agulhas.

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La La Land: Cantando Estações

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Não se deixe enganar pelos primeiros cinco minutos: La La Land não se trata de um filme sobre Tracy Turnblad e Link Larkin, prometo. O novo filme do diretor Damien Chazelle, de Whiplash, segue Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), dois artistas – ela atriz, ele músico – em busca da grande chance em Hollywood. Enquanto Mia tenta a sorte em testes sem fim em estúdios, Sebastian sonha com o dia em que abrirá um clube de Jazz capaz de ressuscitar o ritmo em declínio enquanto ganha o pão como pianista em restaurantes medíocres.

A química de Stone e Gosling é palpável. Juntos, fazem muito do pouco. La La Land não é um filme de personagens e não tem essa ambição. O casal de protagonistas lapida dois papéis rasos e os transforma em adoráveis representações genéricas de qualidade pouco vista em grandes filmes recentes. Stone é irretocável. Quando em tela, não há como desviar o olhar. A atriz faz dos momentos amenos o alívio cômico necessário para entregar o espectador de bandeja para os pontos mais tensos, que domina com tanto talento quanto os anteriores. É tiro certo.

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Aquarius

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Uma saída de esgoto divide uma cidade. Os dejetos dos indivíduos marcam a barreira entre os que muito tem e os que nada tem. Emblemático como quase todos os detalhes talhados por Kleber Mendonça Filho em Aquarius, filme que vem consagrar de vez o diretor do grande O Som Ao Redor. É do pôster do clássico Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, na parede do apartamento da protagonista Clara (Sonia Braga), até a forma como esta passa os dedos pelos cabelos compridos, símbolo de uma luta passada que não pode – e não quer – esquecer que o diretor apara ponta a ponta os fios que compõem o filme.

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Amor por Direito

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A vida de um casal é virada de cabeça pra baixo com a descoberta de um câncer terminal. Temos aí meia dúzia de blockbusters americanos que vêm à ponta da língua em menos de dois minutos. Amor Por Direito, no entanto, caminha por outra via.

Laurel (Julianne Mooree Stacie (Ellen Page) se conhecem em uma partida de vôlei a quilômetros da cidade onde mora a primeira. Isso porque Laurel é detetive de polícia e não vê como uma opção assumir-se lésbica para o conjunto de seus colegas declaradamente homofóbicos. Após conhecer Stacie, a detetive vai – aos poucos – vivendo uma vida longe dos esconderijos que criara pra si mesma.

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