“Ender’s Game – O Jogo do Exterminador”

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  • Ano de Lançamento: 2013
  • País: Estados Unidos
  • Língua: Inglês
  • Título Original: “Ender’s Game”
  • Diretor:  Gavin Hood
  • Avaliação: A arbez

“No momento em que verdadeiramente entendo meu inimigo, o suficiente para derrotá-lo, então naquele mesmo momento eu também o amo”. Com essa frase de Orson Scott Gard, autor da famosa saga de livros de ficção científica “O Jogo do Exterminador”, tem início “Ender’s Game”.

Desde os tempos de Han Solo e Rick Deckard, Harrison Ford não se aventurava em um grande filme de ficção científica. Sua volta ao território vem em grande companhia, ao lado de Viola Davis e Ben Kingsley, além do promissor ator juvenil Asa Butterfield.

A trama é situada em um futuro próximo, onde a Terra vive sob a árdua lembrança do ataque da raça alienígena Formics, que dizimou grande parte da população. Se não fosse pelo ato perspicaz do herói Mazer Rackham (Ben Kingsley), o ataque teria extinguido a raça humana. Assombrados pela ameaça de uma nova invasão, as autoridades terrestres criam uma escola preparatória, a fim de encontrar o novo grande líder, capaz de derrotar de vez os Formics.

Em uma realidade cercada de games digitais que incitam o confronto contínuo, os garotos são apresentados às noções de guerra cada vez mais jovens. É em Ender Wiggins (Asa Butterfield), um esguio rapaz de 12 anos com uma notável percepção tática, que o Coronel Graff (Harrison Ford) enxerga a figura de liderança que procura.

A partir da chegada de Ender a Battle School, situada em uma base sideral, o filme explora seu lado sci-fi com efeitos especiais ligados à ausência de gravidade e apetrechos high tech de treinamento. O que poderia tomar um caminho Star Trek acaba seguindo um rumo mais Harry Potter, ou até mesmo o recente blockbuster Jogos Vorazes. Algumas dezenas de jovens selecionados para enfrentar um rigoroso treinamento, tropeçando em ingênuos romances juvenis e rixas adolescentes.

O promissor roteiro e o elenco estelar não salvam o espectador da sensação de tédio lá para os quarenta minutos da trama, sem muitas oscilações ou conflitos. O que se vê é a trajetória de descoberta pessoal de Wiggins, que enfrenta dilemas morais e familiares.  A relação com a irmã mais velha, Valentine (Abigail Breslin), apesar de quase sempre acompanhada de diálogos clichês, é um ponto interessante e apresenta ao público um Ender menos soldado e mais jovial e inseguro.  Além de fazer a contraposição entre as belas paisagens na Terra e a atmosfera tensa da Battle School.

Apesar dos acertos relacionados à escolha de elenco e o uso interessante dos recursos visuais, “Ender’s Game” paira no razoável. Para aqueles que se deliciaram em um 2013 de estreias como “Gravidade”, nem mesmo um Harrison Ford transitando em áreas espaciais é capaz de salvar um roteiro insosso. 

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